quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Brumas nebulosas.

Olá.
Voltei, ainda meio sonolenta.
Publico aqui uma espécie de tradução, uma matéria publicada em um jornal impresso transformada, por mim, em Jornalismo Literário. Ou quase.


Os dias que se vão na rapidez das águas que evaporam dos oceanos trazem consigo acontecimentos corriqueiros. Viver é aguardá-los, presenciá-los, ruminá-los ou driblá-los. Surpresas, obviamente impensáveis, são o tempero que tornam a vida árdua de se viver. E é esse tempero que dá a graça de que a história precisa para ser contada.
Longo dia de trabalho. Lar. Repouso. Novo dia. Café da manhã em família. Consulta da agenda de compromissos. Ao trabalho. Rotina. Rotina?
Crianças morrem a esmo neste lugar, tão belo por fora, tão podre por dentro. Falta de alimentação, de saúde, de estrutura, de cuidados. Resolver tais problemas é fundamental para o crescimento de qualquer república. Os pequenos deveriam ser o futuro. Mas eles só declinam. Há quem acredite na solução.
Quarta-feira, 17 de junho de 2009. Cada passo marcado é concretizado, como a marcha dos soldados de um exército. O próximo é de interesse universal. Crianças para mudar o mundo. A mortalidade infantil deve ser erradicada em Alagoas. Enquanto não o é, vamos reduzi-la.
Governador, assessor, secretário estadual de saúde, piloto. A caminho de seu destino final, tripulantes do helicóptero do Estado, um Long Ranger azul, continuavam com suas atividades. Até que o inesperado (surpresa!) muda o curso do dia. O tempo, subordinado à instabilidade das moléculas da água, prega uma peça nos que dele dependem. E o pouso é forçado a mudar de lugar. Santana do Ipanema, Alagoas, é trocada por Bom Conselho, Pernambuco. E o que era para ser um discurso matinal virou um dia inteiro de receios e especulações.
Susto? Dizem que não. Um pouso, apesar de não aguardado, tranquilo, seguro. Assim como o último trecho, percorrido de carro. Surpresas que não afetaram o objetivo da causa. Missão, pelo menos verbal, cumprida.
E as brumas nebulosas que os fizeram desviar da rota e descer, agora ultrapassadas, comprovam que obstáculos sempre existirão, mas, para os que querem, há uma chance.

Boa noite,

Luminosidade.


Um comentário:

Larissa Normande disse...

cara querida,
eu cito o nome do mano sim.. é Matheus!
KKKKKKKKKKKKKKKKK
ok, eu te perdoo.

ah, o amor![2]

:*